
a música brilha num ardor de tons
disperso de vontades reais, teorema
silêncios rápidos e poemas
em cascata musical; verdes sons
d’água cristalina doce e feminina
qual cisne navegando perdido.
tempo emaranhado, escassa luz
retorno céu onde serenas eloquente;
a Lua desaparece numa semana,
para voltar quando tudo desvanece
em palavras certas deslembradas.
esmaece a rosa das tuas mãos e
logo perdida em pão de milagre
relutante de encontros em verso,
quilómetros por aí a pensar, voando,
transparência sentida quando sentes.
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