repasto nocturno
foi numa tarde assim
lenta, morosa de vento
selvagem que o Inverno
estendeu num arrepio,
memória do tempo
que nos dá novas
antigas, que não mais
se reproduzem
em conversas à lareira,
esquecimento
da realidade passada,
incertezas do verbo ser...
depois a refeição
sobre o ardor do lume,
a mitigar contemplação
do belo rosto
e do repasto
do meu sentido,
das coisas e da vida;
encruzilhada de enganos
em cascatas e rios
a escoarem-se..., vazios.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
domingo, janeiro 28, 2007
memória a nevar
sexta-feira, janeiro 26, 2007
do mote ao mareante

“Navio que a tua mão
conduz circularmente
é ele que te conduz
a si mesmo”
António Ramos Rosa
navio que a tua mão
conduz circularmente
sem imaginação
nem musicalidade
que posso escrever
ao correr da imagem?
imaginação forçada
na palavra
a coragem
a madrugada
insípida, distante
longa travessia
entre mares
e navegantes...
essas barcas
essas naus
levam novas
trazem pesares
levam dores
ao sabor das ondas
de regresso às praias
os pescadores
artesãos diferenciados
no amor
como soldados
matéria orgânica
do mesmo instante;
é ele que te conduz
a si mesmo
destino desconhecido
arte perdida
do mareante...
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