sábado, janeiro 26, 2008

canção liberta do mal

infinita tarde que me esqueço
sol prateado em cortina de névoa;
os pássaros se calaram do fresco
trémulos no telhado sem trégua,
tempo que muda rapidamente

de lugar em lugar aparece outro sol
outro mar outra promessa dizendo
palavras e rimas ao vento, o silêncio
zoeira a passos do claustro monacal
zunidos e frases ecoam na cadência

saltérios e livros sagrados, mistério
d’emoções e transparência da palavra

quarta-feira, janeiro 23, 2008

lugares













a música brilha num ardor de tons
disperso de vontades reais, teorema
silêncios rápidos e poemas
em cascata musical; verdes sons
d’água cristalina doce e feminina
qual cisne navegando perdido.

tempo emaranhado, escassa luz
retorno céu onde serenas eloquente;
a Lua desaparece numa semana,
para voltar quando tudo desvanece
em palavras certas deslembradas.

esmaece a rosa das tuas mãos e
logo perdida em pão de milagre
relutante de encontros em verso,
quilómetros por aí a pensar, voando,
transparência sentida quando sentes.